Programa de Estudos e Debates dos Povos Africanos e Afro-americanos

25/07/2018

25 de julho: Dia Internacional da Mulher Negra Latino-americana e Caribenha e Dia Nacional de Tereza de Benguela e da Mulher Negra



A data internacional do 25 de julho teve origem no 1º Encontro de Mulheres Afro-Latino-Americanas e Afro-Caribenhas realizado em Santo Domingo, na República Dominicana, em 1992. Ao longo dos anos, a data vem se consolidando no calendário de luta do movimento negro, revelando e reforçando os movimentos de resistências das mulheres negras, bem como denunciando as consequências do entrecruzamento entre racismo e sexismo, particularmente na América Afro-latina e caribenha, cujos países, que constituem a diáspora africana no Novo Mundo tem como elementos estruturais comuns em suas formações os processos de dominação, escravidão e exploração colonial, efetuados desde o século XVI até o século XIX, por Espanha, Portugal, Inglaterra e França.
No Brasil, a presidente Dilma Rousseff sancionou em 2014 a Lei nº 12.987, como o Dia Nacional de Tereza de Benguela e da Mulher Negra. Tereza de Benguela foi uma líder quilombola, que viveu durante o século XVIII. Com a morte do companheiro, se tornou a liderança do quilombo e guiou a comunidade negra e indígena na resistência às investidas das tropas escravistas por duas décadas, até 1770, quando o quilombo foi destruído e a população, formada por 79 negros e 30 indígenas, foi morta ou aprisionada.
A celebração do 25 de julho e sua incorporação na agenda pública constitui uma importante ação contra o racismo institucional pelo reconhecimento do papel das mulheres negras na formação social e histórica latino-americana e caribenha e é uma inspiração para a continuidade das lutas contemporâneas por eliminação das desigualdades e discriminações.

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